“O cérebro humano pode ser comparado a um computador especial de elevados recursos e intrincados mecanismos, que escapam à mais sofisticada tecnologia, para penetrá-lo integralmente.” – Joanna de Ângelis.
A revista VEJA, edição 2151, de 10 de fevereiro de 2010, páginas 78 a 83, traz uma reportagem sobre a depressão, que cresce de forma preocupante. Na medida em que a venda de medicações antidepressivas aumentam consideravelmente, atrai estudiosos sobre o assunto procurando cada um deles dar explicações sobre essa patologia da maneira mais completa. Não conseguem, evidentemente, porque terminam suas pesquisas onde nasce o ser que as origina: o Espírito imortal. Na revista mencionada encontramos a informação de que, há duas semanas, chegou às livrarias nos Estados Unidos um livro intitulado O Império das Novas Drogas: Explodindo o Mito dos Antidepressivos, do psicólogo americano Irving Kirsch. Segundo seu ponto de vista, as pessoas gastam vinte bilhões de dólares todos os anos com a medicação antidepressiva que equivale à de um comprimido de farinha. Segundo um estudo desse psicólogo realizado com 2300 pacientes diagnosticados com depressão, apenas 25% conseguiu melhora com a substância ativa do remédio. O restante dos beneficiados deve-se em grande parte ao efeito placebo e, em menor escala, à evolução da doença. Outros pesquisadores mantêm opinião contrária a de Kirsch, afirmando que em muitos casos o antidepressivo é imprescindível para tirar o paciente do estado de letargia típico da doença, fornecendo-lhe energia para lutar contra ela.
Por que não usar nesse emaranhado que os limites dos domínios materiais proporcionam os ensinamentos espíritas?
Ensina Joanna de Ângelis em suas inúmeras páginas, através de Divaldo, concretizadas em livros riquíssimos, que cada enfermidade mental tem sua etiopatogenia específica sediada nas intrincadas tecelagens do perispírito como resultado do comportamento que se permitiu de maneira equivocada. Isto porque, continua ela, as soberanas Leis da Justiça Divina sempre alcançam os infratores dos seus estatutos, onde quer que se encontrem.
Quando a ciência ultrapassar a barreira das causas materiais das enfermidades, ela estará aberta à hipótese de que os neurotransmissores – serotonina, dopamina e noradrenalina – envolvidos com a depressão poderão estar diminuídos no cérebro por causas oriundas no ser imortal – Espírito – via perispírito. A mente extrafísica será investigada e medicada com os meios adequados a ela. Esses meios, com certeza, não promoverão o enriquecimento dos laboratórios, mas sim do próprio interessado em seu autoconhecimento. Aliás, acho que cometi um engano. A medicação já existe há mais de dois mil anos. Joanna nos ensina que Allan Kardec, perfeitamente identificado com os elevados objetivos da existência terrestre do ser humano, questionou os Espíritos Benfeitores: “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?” Eles responderam: “Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
Como vivemos buscando as portas largas da existência não temos tido a devida coragem para a introspecção indispensável. Comentando a resposta dos Espíritos, Santo Agostinho, Espírito, entre outras considerações explicitou:“... O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis se praticada por outra pessoa.”
Considera Joanna que o ser consciente é austero, mas sem carranca; é jovial, porém sem vulgaridade; é complacente, no entanto sem conivência; é bondoso, todavia sem anuência com o erro. É responsável e não se permite o vão repouso enquanto o dever o aguarda. Conhecendo suas possibilidades, coloca-as em ação sempre que necessário, aberto ao amor e ao bem.
Eis aí o melhor e definitivo antidepressivo que existe, embora a extrema dificuldade em utilizá-lo.
Aceitamos:
CASA EDITORA O CLARIM - Matão/SP - Brasil - Fone: (16) 3382-1066 - oclarim@oclarim.com.br